Professor de artes marciais é tetracampeão da categoria comunidade, no Borel De Braços Abertos

O campeão Uidson Alves. Foto: Albert Andrade

Aos 34 anos de idade, o lutador de artes marciais Uidson Alves é uma das pessoas mais conhecidas pelo Borel. Durante seus treinos de corridas pelos becos e ruas utilizando calções de boxeador e sua irreverência, a popularidade e o reconhecimento de outros moradores tenderam a aumentar. Somado a isso, Uidson, que também é professor e dá aulas gratuitas de várias modalidades (judô, boxe, jiu-jitsu e muay thai) em seu projeto social autoral, sagrou-se tetracampeão da categoria “comunidade” do Projeto De Braços Abertos, que ocorreu no último dia 21 de julho, no próprio Borel.

O lutador comentou sobre a importância do projeto dentro da comunidade do Borel. “Tem muita gente aqui dentro que procura e precisa de iniciativas como essa. Eu também tenho um projeto social e dou aula a vários jovens e crianças que querem aprender artes marciais. Então eu sei como é. O incentivo à comunidade é muito importante, esporte é saúde, é cultura, é conhecimento. Um projeto como o De Braços Abertos ajuda a quebrar barreiras também, pois une o pessoal da Casa Branca, que é outra facção, conosco”.

No DBA os primeiros colocados (masculino e feminino) na corrida de 5km que sejam moradores da comunidade sede, ganham apoio do programa social Adote um Atleta, que fornece materiais esportivos e assessoria de treinos durante um ano. Com mais uma vitória dentro de sua categoria, Uidson garantiu a premiação exclusiva novamente e vibrou:

No centro do pódio, Uidson Alves garantiu o Adote um Atleta mais uma vez. Foto: Albert Andrade

“Eu queria esse tetra aqui na minha comunidade e já estava até imaginando a voz do Galvão Bueno gritando ‘é teeeetra’ para mim. Estou bem feliz com esse resultado positivo de novo. A ajuda do Adote um Atleta é benéfica para mim. Ganho calções, camisa, tênis, orientações, então é bem importante. Por enquanto, só corro provas de 5km ou 10km, mas já estou pensando em fazer uma meia maratona”, assume.

Jovem com perna amputada participa de corrida no Borel

Léo Barbosa é um exemplo de superação. Foto: Albert Andrade

Leonardo Barbosa teve amputação da perna esquerda por conta de um tumor no joelho em 2016

O Projeto De Braços Abertos teve sua primeira edição em 2019 na comunidade do Borel, com mais de 800 participantes. No entanto, ninguém se destacou tanto quanto Leonardo Barbosa, de apenas 20 anos de idade. O momento da linha de chegada do jovem foi o mais aplaudido e aonde ele iria lá estavam as dezenas de olhares acompanhando seu passo seguido do som do ferro de suas muletas encostando no chão.

Aos 17 anos, Léo descobriu um tumor em estágio avançado no joelho esquerdo e precisou amputar todo o membro inferior. Uma notícia chocante e que mudaria toda a vida do menino, que já era atleta de jiu-jitsu e tinha as pernas como equipamento fundamental para a prática de seu esporte favorito. “Foi muito difícil a adaptação, mas eu continuei no jiu-jitsu. Era uma questão de persistência e acreditar em si mesmo até concluir o objetivo”, explicou Léo Barbosa.

A sintonia com a corrida de rua veio justamente após a amputação. Até então, Leonardo nem cogitava correr ou participar de competições da modalidade. A “chave virou” pela busca de um novo desafio, pela procura de algo “impossível”. Daí para frente, o morador do Caju, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, fez questão de se inscrever primeiramente no De Braços Abertos.

“Eu não corria antes da amputação, comecei a participar de competições de corrida porque gosto de desafios e de atingir meu limite. Então, se perdi uma perna, vou correr. Conheci o projeto lá no Caju, minha terra. Gostei e participei, depois fiz também uma prova no Santa Marta e agora estou aqui no Borel, que foi a que mais gostei por ter sido a mais difícil. Dificuldades nos preparam para algo maior”, afirmou Léo, que já confessou que estará também na próxima edição de 2019, no Vidigal.

Casal participa do DBA após assistir vídeo do canal Gabi Runner

Corredora Gabi Freitas foi convidada para participar de etapa no Borel em 2017 e seu vídeo influenciou outras pessoas

Convidada para correr a etapa do Borel há dois anos, Gabi Freitas estava em ascensão no número de seguidores de seu canal no Youtube, o Gabi Runner. Amante de corridas de rua, a jovem jornalista enxergou a plataforma virtual como oportunidade de mostrar ao mundo as suas aventuras durantes viagens e competições esportivas. Visando motivar e influenciar novas pessoas, Gabi acabou contagiando uma amiga, a também jornalista Roberta Castelo Branco.

Diego e Roberta foram influenciados pelo vídeo de Gabi Freitas, em 2017. Foto: Albert Andrade

Após participação na etapa Borel do De Braços Abertos de 2017, Gabi lançou o vídeo (https://www.youtube.com/watch?v=4VgDJH8kz3k) que encantou a amiga. Decidida, Roberta tentou se inscrever nas duas edições restantes do ano de 2017 (Santa Marta e Vidigal), mas não conseguiu vaga devido ao esgotamento das inscrições. Apesar da decepção, a jovem de 31 anos garante que se orgulha da ação social. “É um sucesso e fico feliz por uma iniciativa dessa ter as vagas esgotadas tão rapidamente”.

A estreia no projeto ocorreu no último dia 21 de julho, na própria comunidade do Borel, local da 1° edição de 2019. “Viemos sem estar inscritos e conseguimos nossas vagas devido aos faltantes. Precisávamos participar desta vez, então viemos com coragem”, revelou Roberta, que teve a companhia do marido Diego, que é parceiro de corridas há um ano.

Questionada sobre o clima e a segurança na comunidade, a jornalista foi concisa. “Mó vibe boa, mó astral aqui, a paz vem de dentro de cada um. É muito maneiro cruzar as barreiras e parar com essa coisa de cidade partida. O asfalto tem que ir para o morro e o morro tem que ir para o asfalto. A segregação tem que acabar”.

Antônio Gonçalves conquista 10° caneco no De Braços Abertos e revela etapa favorita

 

Foto: Albert Andrade

Mineiro é o maior campeão da história do projeto e garante ter uma estratégia infalível para as vitórias

O mineiro Antônio Gonçalves já é uma figura marcante nas provas do De Braços Abertos. Apesar do projeto ser 100% carioca, o atleta faz questão de estar presente em todas as edições e, não à toa, é o maior campeão da história, com 10 triunfos. O mais recente, conquistado no Borel, foi no último dia 21 de julho.

Com uma performance avassaladora, Antônio concluiu os 5km em apenas 00:20:02, tempo que havia sido traçado como meta individual antes da largada. “O objetivo era terminar em 20 minutos. Meu maior desafio é sempre contra mim mesmo. A dificuldade são os morros, tem muita subida e é preciso estar atento à sinalização para não fazer o caminho errado. Para muitos a dificuldade é o medo da comunidade, mas isso não deveria existir! Não há perigo algum a meu ver, acho até que são os locais mais seguros do Rio de Janeiro”, explicou.

Ao todo, Antônio já participou de 11 edições do DBA. Sua única derrota foi no Santa Marta, em agosto de 2017, e coincidentemente, sua etapa favorita é a do bairro de Botafogo mesmo. “Eu já corri no Borel, Jacarezinho, Caju, Vidigal, Santa Marta e Rocinha. Com certeza a que mais gosto e no Santa Marta porque tem muita escadaria e eu adoro isso”, confessou o corredor de 29 anos e que recebe apoio da Apuã Vertical.

Questionado sobre o segredo de tanto sucesso, o mineiro preferiu não fazer mistério: “A estratégia é sempre a mesma, eu largo muito forte, abro vantagem no começo e deixo os outros para trás. Na única vez que perdi foi quando mudei a tática e tentei me conservar no início para arrancar no fim, então a fórmula está bem clara para mim”, contou aos risos.

Antônio Gonçalves confirma favoritismo e vence última etapa do Projeto De Braços Abertos em 2017

Maior campeão da história do evento, mineiro aumenta recorde com 9° vitória

Com performance perfeita, Antônio liderou o Vidigal de Braços Abertos do início ao fim. Foto: Agência Sport Session

O último domingo, 10 de dezembro, foi marcado pelo encerramento do Projeto De Braços Abertos em 2017. A quinta e última etapa do ano (a 25° desde 2012) foi no mesmo local onde ocorreu a abertura, na comunidade do Vidigal, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Mais de 500 pessoas estiveram presentes e garantiram suas medalhas de conclusão do percurso de 6 km. O primeiro colocado geral, mais uma vez, foi o mineiro Antônio Gonçalves, que encerrou o melhor ano de sua vida, aumentando o recorde de vitórias no projeto (nove em dez participações).

O aproveitamento de Antônio não é 100% porque terminou em segundo lugar na primeira edição de 2017, no próprio Vidigal. Na ocasião, ele foi ultrapassado por Welerson Rafael no último segundo da prova. O campeão lamentou a ausência do algoz e a chance de uma revanche esportiva. “Uma pena ele (Welerson) não ter vindo, seria uma disputa interessante. Eu acabei de chegar do Havaí, estou cansado por causa da viagem exaustiva, então seria uma competição aberta. Por incrível que pareça, a prova mais importante para mim nesta temporada foi justamente a que perdi para ele, pois eu vinha relaxando um pouco porque sempre ganhava e depois daquele dia eu voltei ao foco também na preparação”, revelou Antônio, natural de Piau.

Antônio Gonçalves aproveitou para falar dos planos futuros e agradecer por um ano perfeito. “Foi minha melhor temporada! Muitos troféus conquistados, viagens para o exterior para representar as cores do meu país em outras competições como o XTERRA e a Spartan Race e ainda finalizei vencendo muito bem essa última De Braços Abertos, então agora é descansar e ano que vem tentar um novo desafio, que será o de correr 50 km, mas sem esquecer o projeto DBA, que eu gosto muito”, confessou.

A competição terminou também com a vitória de Paula Duque na categoria geral feminina. Na categoria comunidade os vencedores foram Misael Santos, que já havia vencido também na primeira edição, e Juliana Galdino.
O Projeto De Braços Abertos tem parceria com a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) e patrocínio da Caixa Econômica e do Governo Federal. O calendário 2018 ainda não está definido.

Resultados do Projeto De Braços Abertos – etapa Vidigal 2 – 2017
Categoria Geral Masculino:                                                                              Categoria Geral Feminino:
1° – Antônio Gonçalves                                                                                       1°- Paula Duque
2° – Everton Costa                                                                                               2°- Juliana Imperial
3° – Francisco Antônio                                                                                        3° – Rosânia da Conceição

Categoria Comunidade Masculino:                                                                Categoria Comunidade Feminino:
1° – Misael Santos                                                                                               1° – Juliana Galdino
2° – Rafael Costa                                                                                                 2° – Vanessa de Souza
3° – Wellington Moza                                                                                         3° – Lucineide Alves

Revanche no Vidigal motiva atletas da categoria masculina

Welerson Rafael e Antônio Gonçalves voltarão a competir juntos; Única derrota de Antônio no Projeto De Braços Abertos foi para o rival, por centímetros

Welerson Rafael e Antônio Gonçalves fizeram uma das disputas mais empolgantes e acirradas do De Braços Abertos. Foto: Agência Sport Session

As inscrições para as etapas do Projeto De Braços Abertos costumam esgotar em cerca de minutos. É o principal reflexo do quanto o evento é querido e, de fato, abraçado pela sociedade. O objetivo de cada um dos milhares de inscritos geralmente é praticar o esporte ao ar livre, divertir-se entre amigos e conhecer as comunidades de perto para derrubar barreiras e preconceitos, porém engana-se quem pensa que a vitória é apenas um detalhe.

Para muitos profissionais que competem no De Braços Abertos, a corrida comunitária é mais que um hobby ou um exercício de luxo, é a chance de competir com adversários bem preparados e de fazer história na parte competitiva. É pensando isso que o carioca Welerson Rafael, de apenas 21 anos de idade, entra em cada edição. Morador do bairro de Paciência, na Zona Norte do Rio de Janeiro, o atleta quer tornar a vencer a prova de 6 km do Vidigal, onde já triunfou no último mês de julho. Na ocasião Welerson ultrapassou o favorito Antônio Gonçalves da Silva a um passo da linha de chegada, resultando na mais emocionante e acirrada disputa até hoje.

“Na primeira vez eu venci no último segundo, foi uma rivalidade criada durante todo o trajeto lá e eu adorei, pois todo grande atleta tem que gostar de enfrentar os melhores. O Antônio é um atleta de elite e é bom correr sempre com esses caras como o Bruno Njaine e o Otoniel também. Tem muita gente forte, mas eu busco a vitória sempre”, declara Welerson Rafael.

Antônio é o maior vencedor da história do projeto, com oito troféus de primeiro lugar e este indigesto vice já citado. Natural de Piau, em Minas Gerais, ele não escondeu a surpresa e a insatisfação pela perda na primeira etapa de 2017, mas garante ter superado a derrota e mostra animação com a oportunidade de revanche. A vitória viria para consagrar uma temporada de sucessos, já que o mineiro chegou até a integrar o time brasileiro no Campeonato Mundial da Spartan Race (corrida de obstáculos), no último mês de outubro, nos Estados Unidos.

“2017 foi um ano muito bom para mim, tive muito reconhecimento, vitórias e participações fora do Brasil inclusive. Estou no Havaí para competir no mundial do XTERRA e só voltarei ao Brasil dia 6 de dezembro, vou descansar um pouco e vou encerrar no Vidigal, então quero ganhar para coroar uma temporada maravilhosa. Na primeira vez ele (Welerson) venceu por um detalhe, mas isso não vai se repetir, vou vencer com certeza”, afirma Antônio, afastando a desconfiança.

Apesar de ainda não ter vencido em 2017, Antônio Gonçalves é o maior campeão da história do Projeto De braços Abertos / Foto: Thiago Diz

Se Antônio teve o aproveitamento perfeito quebrado no De Braços Abertos, Welerson não pode dizer o mesmo. Foram apenas duas edições disputadas e 100% de glórias. O carioca sabe que o caminho será longo, mas mantém o discurso dito em 20 de agosto, após a corrida no Santa Marta. “Quero ganhar todas as etapas daqui para frente para quebrar o recorde de vitórias do Antônio”, revela Welerson, a “sombra” de Antônio Gonçalves.

A rivalidade sadia é sempre válida e quem ganha é o público, que certamente terá um show de todos os corredores inscritos, mas é bom não piscar, pois Antônio e Welerson vão voar. A Vidigal de Braços Abertos acontece no próximo dia 10 de dezembro, com largada às 8h30, em frente ao Colégio Stella Maris, na Estrada do Vidigal, n° 75.

Vencedora do concurso “Fotografe Esta Ideia” no Santa Marta doa prêmio à corredora sem patrocínio

Julia Carvalho é idealizadora de campanha social que presenteia atletas brasileiros com pares de tênis

A sorridente Julia posa com seu prêmio. Ela conseguiu mais de 500 votos por foto no Santa Marta

No último dia 20 de agosto, na comunidade pacificada Santa Marta, em Botafogo, aconteceu a 24° edição do Projeto De Braços Abertos. Marcada pela alegria de sempre e por ter reunido mais de 900 atletas, que percorreram um trajeto de 6 km repleto de desafios, a etapa realizou também o já tradicional concurso fotográfico “Fotografe Esta Ideia”. A vencedora, com 511 votos, foi a estudante de medicina Julia Carvalho, de apenas 21 anos, que doou a premiação (tênis da Mizuno) à Bruna Ramos, uma atleta amadora sem patrocinadores e sem condições de comprar o acessório.

Natural de Niterói, a jovem sofreu nos últimos anos com doenças como bulimia e anorexia. Devido a isso, ela procurou na corrida de rua uma forma de terapia para controlar o complexo alimentar. Atualmente Julia integra a equipe de Triatlhon EZK Team e criou um espaço dentro de uma rede social (Instagram @viver.rezar.amar) para divulgar seus resultados, sua história de superação e incentivar outras meninas que também sofram com doenças alimentares. Através do mundo virtual ela criou uma campanha para doar tênis a atletas mais necessitados, intitulada ”Adote Um Atleta”, sim, o mesmo nome do programa patrocinado pela Mizuno, que ocorre no Projeto De Braços Abertos.

Com a curiosidade de conhecer alguma comunidade carioca e saber como as pessoas vivem nessas áreas mais carentes, Julia viu a oportunidade aparecer no último mês de agosto. “Um amigo tinha participado na etapa da Rocinha e isso me animou a me inscrever para o Santa Marta. Meu pai mora em Botafogo, então eu estaria bem próxima do local e seria a hora perfeita para conhecer essa região mais carente”, explica.

Apesar de não ter recebido incentivo de amigos e familiares, a corredora fez questão de seguir em frente coma inscrição e não se arrepende. “Todo mundo me criticar e querer alertar para eu não ir à uma comunidade só fez aumentar a minha vontade e a experiência foi fantástica! O que mais vi foram policiais, me senti segura durante todo o tempo e a energia que absorvi dos moradores foi incrível. Eu passei por dentro da casa deles em alguns trechos e, sem exceção, todos sorrindo e batendo palmas, uns até fazendo graças porque sou bem branquinha e ruiva, mas com delicadeza”, conta aos risos.

Julia Carvalho não pensou duas vezes quando soube da competição fotográfica do Projeto De Braços Abertos e, logo lembrou-se da velocista Bruna Ramos, de 24 anos. Produziu uma foto na entrada da comunidade com sua medalha à mostra e trajando a bela camiseta do projeto. Depois obteve cinco centenas de votos com o apoio de amigos e da equipe de corrida e garantiu o presente de Bruna. “No meu Instagram já recebi mensagens de meninas agradecendo por eu tê-las incentivado a ingressar em um esporte. Já doei alguns pares de tênis, até pelos Correios, para outros estados, e da mesma maneira que o esporte me salvou, eu quero que ele salve outras jovens pelo Brasil, então dar um calçado é o mínimo que posso fazer. A Bruna ficou agradecida demais e tenho certeza que vai obter grandes performances com este lindo Wave Pro Runner”, afirma.

O tênis da Mizuno já foi devidamente entregue à corredora Bruna

A próxima edição do Projeto De Braços Abertos será realizada em 26 de novembro, no Caju, Zona Portuária do Rio de Janeiro.

ETAPA CAJU – ADIADA PARA 26 DE NOVEMBRO

Amigos do Projeto de Braços Abertos,

Infelizmente, por questões burocráticas que transcendem a organização da prova, optamos em adiar a realização da etapa Caju para o dia 26 de novembro.

Todos os atletas inscritos têm a sua vaga automaticamente confirmada para a próxima data de 26 de novembro.

Contamos com a compreensão e agradecemos a todos que nos ajudam na luta por um Rio sem Barreiras.

Um abraço,

Equipe Projeto de Braços Abertos

 

 

 

 

Projeto De Braços Abertos duplica verba de comerciante do Borel

Novo e já famoso na comunidade, “Frango do Caçula” tem aumento significativo de receita em dia de corrida

Caçula posa com suas ferramentas de trabalho / Foto: Guilherme Taboada / Agência Sport Session

Além da integração, do esporte e do lazer oferecido, o Projeto De Braços Abertos contribui também com o comércio local das comunidades. Um exemplo disso é o Boteco & Cia do Borel, popularmente conhecido como Frango do Caçula, que foi inaugurado no último mês de fevereiro na comunidade.

Relativamente novo e já bem famoso nos arredores, o estabelecimento consiste em um trailer, uma churrasqueira localizada em seu exterior e algumas mesas e cadeiras para comportar os clientes. O proprietário é o pernambucano Zé, que se mudou para o bairro carioca em 1994 e faz questão de ressaltar que é torcedor do Vasco da Gama. Casado há cinco anos com Edna, moradora do Borel há quase quatro décadas, Zé é conhecido apenas pelo apelido Caçula, que é originário de Recife. O negócio foi aberto em sociedade com a esposa, que tem papel fundamental no funcionamento.

“Sou filho único e a família também não teve netos, então me chamavam de Caçula lá no Recife, acabou pegando e veio comigo para o Rio. Abri o Frango aqui em fevereiro com a Edna, que é a pessoa que tempera tudo, é a responsável por cozinhar os acompanhamentos, servir as bebidas, receber a maioria dos pagamentos. Sem ela o trailer não abre”, confessa Caçula, reconhecendo a importância da mulher.

O casal proprietário Edna e Zé Caçula. Foto: Guilherme Taboada / Agência Sport Session

Em um final de semana comum, Caçula vende cerca de 40 a 45 frangos por dia, porém esse número dobrou no último dia 6 de agosto, data da etapa do Projeto De Braços Abertos no Borel em 2017. O comerciante vibrou com o aumento da clientela e com o tanto de gente passando em frente ao negócio. “Só ajudou a divulgar meu trabalho, vendi mais de 90 frangos, fora as cervejinhas. Tomara que tenha uma edição da corrida todo mês”, comemorou com um sincero sorriso no rosto.

O Frango do Caçula fica na Rua São Miguel, em frente ao CIEP do Borel e funciona de terça a domingo, a partir das 9h. No cardápio, além dos tradicionais cortes de frango temperados, há carne e linguiça suína, contrafilé, o bem servido churrasco misto, os acompanhamentos (farofa, feijão tropeiro, batata frita, macarronese, arroz e molho à campanha), além das opções de bebidas, como refrigerantes, cervejas e as caipirinhas.

Na próxima semana (24 de setembro) será a vez da comunidade do Caju sediar a última edição do Projeto De Braços Abertos em 2017. Oportunidade para os comerciantes locais faturarem, assim como o simpático vascaíno do Borel.

Atleta completa percurso do Borel e volta para correr mais 2 km

Gilney Morett corre os 5km de prova e busca forças para “resgatar” a namorada Ranny, iniciante no mundo das corridas

Ranny e Gilney aprovaram o Projeto De Braços Abertos

No início de agosto ocorreu a etapa do Borel do Projeto De Braços Abertos 2017. 5km de percurso foi o total da distância percorrida por cerca de 1.000 atletas. Porém, um destes, o engenheiro Gilney Morett, de 40 anos de idade, correu 7 km. O motivo foi o resgate à namorada Ranny Rafaela, que ainda está começando a se aventurar em provas de corridas e não consegue acompanhar o ritmo do amado.

Gilney, que chegou na 18° colocação geral e é quase um profissional, com rotinas de cinco treinos diários, explica que sempre volta ao percurso após ultrapassar as linhas de chegada para apoiar Ranny e incentivá-la a terminar as corridas. “Sempre estou melhor preparado, treino muito e faço parte da equipe MP Run aqui da Tijuca. A Ranny também, mas ainda não tem a minha experiência, então eu acabo voltando para animar ela mesmo, para curtir um pouco o trajeto ao lado dela e isso acaba me rendendo mais uns dois quilômetros mais ou menos”.

O desempenho de Ranny não foi decepcionante, já que chegou atrás de 76 mulheres e na posição 245 no geral. O Projeto De Braços Abertos do Borel foi bastante elogiado por ela. “A organização é espetacular, tudo deu muito certo, desde a entrega dos kits, passando pelo guarda-volumes, o aquecimento animado, a corrida e a integração. É uma ótima oportunidade de fazer amizades e passar um tempinho junto com o namorado, pois é um evento familiar e a inscrição tão disputada não é à toa”, comenta a técnica de radiologia, Ranny Rafaela.

O casal está junto há um ano e apesar dos 16 de diferença nas idades, mostram várias coisas em comum. Cada um tem um filho, amam exercitar os corpos e o esporte favorito é a corrida de rua. Tanta sintonia só poderia resultar em união e o casamento formal ainda não está planejado, mas a ideia de um novo membro na família é descartada imediatamente por ambos, novamente um ponto similar. “Ah não, mais um não! Está bom já assim com dois”, afirma Ranny aos risos, enquanto Gilney completa com bom humor: “A família está formada e a fábrica já está fechada”!

A próxima edição do Projeto De Braços Abertos será na comunidade do Caju, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, em 24 de setembro. As inscrições poderão ser feitas através do site www.projetodebracosabertos.com.br, a partir do próximo dia 12.