Antônio Gonçalves confirma favoritismo e vence última etapa do Projeto De Braços Abertos em 2017

Maior campeão da história do evento, mineiro aumenta recorde com 9° vitória

Com performance perfeita, Antônio liderou o Vidigal de Braços Abertos do início ao fim. Foto: Agência Sport Session

O último domingo, 10 de dezembro, foi marcado pelo encerramento do Projeto De Braços Abertos em 2017. A quinta e última etapa do ano (a 25° desde 2012) foi no mesmo local onde ocorreu a abertura, na comunidade do Vidigal, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Mais de 500 pessoas estiveram presentes e garantiram suas medalhas de conclusão do percurso de 6 km. O primeiro colocado geral, mais uma vez, foi o mineiro Antônio Gonçalves, que encerrou o melhor ano de sua vida, aumentando o recorde de vitórias no projeto (nove em dez participações).

O aproveitamento de Antônio não é 100% porque terminou em segundo lugar na primeira edição de 2017, no próprio Vidigal. Na ocasião, ele foi ultrapassado por Welerson Rafael no último segundo da prova. O campeão lamentou a ausência do algoz e a chance de uma revanche esportiva. “Uma pena ele (Welerson) não ter vindo, seria uma disputa interessante. Eu acabei de chegar do Havaí, estou cansado por causa da viagem exaustiva, então seria uma competição aberta. Por incrível que pareça, a prova mais importante para mim nesta temporada foi justamente a que perdi para ele, pois eu vinha relaxando um pouco porque sempre ganhava e depois daquele dia eu voltei ao foco também na preparação”, revelou Antônio, natural de Piau.

Antônio Gonçalves aproveitou para falar dos planos futuros e agradecer por um ano perfeito. “Foi minha melhor temporada! Muitos troféus conquistados, viagens para o exterior para representar as cores do meu país em outras competições como o XTERRA e a Spartan Race e ainda finalizei vencendo muito bem essa última De Braços Abertos, então agora é descansar e ano que vem tentar um novo desafio, que será o de correr 50 km, mas sem esquecer o projeto DBA, que eu gosto muito”, confessou.

A competição terminou também com a vitória de Paula Duque na categoria geral feminina. Na categoria comunidade os vencedores foram Misael Santos, que já havia vencido também na primeira edição, e Juliana Galdino.
O Projeto De Braços Abertos tem parceria com a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) e patrocínio da Caixa Econômica e do Governo Federal. O calendário 2018 ainda não está definido.

Resultados do Projeto De Braços Abertos – etapa Vidigal 2 – 2017
Categoria Geral Masculino:                                                                              Categoria Geral Feminino:
1° – Antônio Gonçalves                                                                                       1°- Paula Duque
2° – Everton Costa                                                                                               2°- Juliana Imperial
3° – Francisco Antônio                                                                                        3° – Rosânia da Conceição

Categoria Comunidade Masculino:                                                                Categoria Comunidade Feminino:
1° – Misael Santos                                                                                               1° – Juliana Galdino
2° – Rafael Costa                                                                                                 2° – Vanessa de Souza
3° – Wellington Moza                                                                                         3° – Lucineide Alves

Revanche no Vidigal motiva atletas da categoria masculina

Welerson Rafael e Antônio Gonçalves voltarão a competir juntos; Única derrota de Antônio no Projeto De Braços Abertos foi para o rival, por centímetros

Welerson Rafael e Antônio Gonçalves fizeram uma das disputas mais empolgantes e acirradas do De Braços Abertos. Foto: Agência Sport Session

As inscrições para as etapas do Projeto De Braços Abertos costumam esgotar em cerca de minutos. É o principal reflexo do quanto o evento é querido e, de fato, abraçado pela sociedade. O objetivo de cada um dos milhares de inscritos geralmente é praticar o esporte ao ar livre, divertir-se entre amigos e conhecer as comunidades de perto para derrubar barreiras e preconceitos, porém engana-se quem pensa que a vitória é apenas um detalhe.

Para muitos profissionais que competem no De Braços Abertos, a corrida comunitária é mais que um hobby ou um exercício de luxo, é a chance de competir com adversários bem preparados e de fazer história na parte competitiva. É pensando isso que o carioca Welerson Rafael, de apenas 21 anos de idade, entra em cada edição. Morador do bairro de Paciência, na Zona Norte do Rio de Janeiro, o atleta quer tornar a vencer a prova de 6 km do Vidigal, onde já triunfou no último mês de julho. Na ocasião Welerson ultrapassou o favorito Antônio Gonçalves da Silva a um passo da linha de chegada, resultando na mais emocionante e acirrada disputa até hoje.

“Na primeira vez eu venci no último segundo, foi uma rivalidade criada durante todo o trajeto lá e eu adorei, pois todo grande atleta tem que gostar de enfrentar os melhores. O Antônio é um atleta de elite e é bom correr sempre com esses caras como o Bruno Njaine e o Otoniel também. Tem muita gente forte, mas eu busco a vitória sempre”, declara Welerson Rafael.

Antônio é o maior vencedor da história do projeto, com oito troféus de primeiro lugar e este indigesto vice já citado. Natural de Piau, em Minas Gerais, ele não escondeu a surpresa e a insatisfação pela perda na primeira etapa de 2017, mas garante ter superado a derrota e mostra animação com a oportunidade de revanche. A vitória viria para consagrar uma temporada de sucessos, já que o mineiro chegou até a integrar o time brasileiro no Campeonato Mundial da Spartan Race (corrida de obstáculos), no último mês de outubro, nos Estados Unidos.

“2017 foi um ano muito bom para mim, tive muito reconhecimento, vitórias e participações fora do Brasil inclusive. Estou no Havaí para competir no mundial do XTERRA e só voltarei ao Brasil dia 6 de dezembro, vou descansar um pouco e vou encerrar no Vidigal, então quero ganhar para coroar uma temporada maravilhosa. Na primeira vez ele (Welerson) venceu por um detalhe, mas isso não vai se repetir, vou vencer com certeza”, afirma Antônio, afastando a desconfiança.

Apesar de ainda não ter vencido em 2017, Antônio Gonçalves é o maior campeão da história do Projeto De braços Abertos / Foto: Thiago Diz

Se Antônio teve o aproveitamento perfeito quebrado no De Braços Abertos, Welerson não pode dizer o mesmo. Foram apenas duas edições disputadas e 100% de glórias. O carioca sabe que o caminho será longo, mas mantém o discurso dito em 20 de agosto, após a corrida no Santa Marta. “Quero ganhar todas as etapas daqui para frente para quebrar o recorde de vitórias do Antônio”, revela Welerson, a “sombra” de Antônio Gonçalves.

A rivalidade sadia é sempre válida e quem ganha é o público, que certamente terá um show de todos os corredores inscritos, mas é bom não piscar, pois Antônio e Welerson vão voar. A Vidigal de Braços Abertos acontece no próximo dia 10 de dezembro, com largada às 8h30, em frente ao Colégio Stella Maris, na Estrada do Vidigal, n° 75.

Vencedora do concurso “Fotografe Esta Ideia” no Santa Marta doa prêmio à corredora sem patrocínio

Julia Carvalho é idealizadora de campanha social que presenteia atletas brasileiros com pares de tênis

A sorridente Julia posa com seu prêmio. Ela conseguiu mais de 500 votos por foto no Santa Marta

No último dia 20 de agosto, na comunidade pacificada Santa Marta, em Botafogo, aconteceu a 24° edição do Projeto De Braços Abertos. Marcada pela alegria de sempre e por ter reunido mais de 900 atletas, que percorreram um trajeto de 6 km repleto de desafios, a etapa realizou também o já tradicional concurso fotográfico “Fotografe Esta Ideia”. A vencedora, com 511 votos, foi a estudante de medicina Julia Carvalho, de apenas 21 anos, que doou a premiação (tênis da Mizuno) à Bruna Ramos, uma atleta amadora sem patrocinadores e sem condições de comprar o acessório.

Natural de Niterói, a jovem sofreu nos últimos anos com doenças como bulimia e anorexia. Devido a isso, ela procurou na corrida de rua uma forma de terapia para controlar o complexo alimentar. Atualmente Julia integra a equipe de Triatlhon EZK Team e criou um espaço dentro de uma rede social (Instagram @viver.rezar.amar) para divulgar seus resultados, sua história de superação e incentivar outras meninas que também sofram com doenças alimentares. Através do mundo virtual ela criou uma campanha para doar tênis a atletas mais necessitados, intitulada ”Adote Um Atleta”, sim, o mesmo nome do programa patrocinado pela Mizuno, que ocorre no Projeto De Braços Abertos.

Com a curiosidade de conhecer alguma comunidade carioca e saber como as pessoas vivem nessas áreas mais carentes, Julia viu a oportunidade aparecer no último mês de agosto. “Um amigo tinha participado na etapa da Rocinha e isso me animou a me inscrever para o Santa Marta. Meu pai mora em Botafogo, então eu estaria bem próxima do local e seria a hora perfeita para conhecer essa região mais carente”, explica.

Apesar de não ter recebido incentivo de amigos e familiares, a corredora fez questão de seguir em frente coma inscrição e não se arrepende. “Todo mundo me criticar e querer alertar para eu não ir à uma comunidade só fez aumentar a minha vontade e a experiência foi fantástica! O que mais vi foram policiais, me senti segura durante todo o tempo e a energia que absorvi dos moradores foi incrível. Eu passei por dentro da casa deles em alguns trechos e, sem exceção, todos sorrindo e batendo palmas, uns até fazendo graças porque sou bem branquinha e ruiva, mas com delicadeza”, conta aos risos.

Julia Carvalho não pensou duas vezes quando soube da competição fotográfica do Projeto De Braços Abertos e, logo lembrou-se da velocista Bruna Ramos, de 24 anos. Produziu uma foto na entrada da comunidade com sua medalha à mostra e trajando a bela camiseta do projeto. Depois obteve cinco centenas de votos com o apoio de amigos e da equipe de corrida e garantiu o presente de Bruna. “No meu Instagram já recebi mensagens de meninas agradecendo por eu tê-las incentivado a ingressar em um esporte. Já doei alguns pares de tênis, até pelos Correios, para outros estados, e da mesma maneira que o esporte me salvou, eu quero que ele salve outras jovens pelo Brasil, então dar um calçado é o mínimo que posso fazer. A Bruna ficou agradecida demais e tenho certeza que vai obter grandes performances com este lindo Wave Pro Runner”, afirma.

O tênis da Mizuno já foi devidamente entregue à corredora Bruna

A próxima edição do Projeto De Braços Abertos será realizada em 26 de novembro, no Caju, Zona Portuária do Rio de Janeiro.

ETAPA CAJU – ADIADA PARA 26 DE NOVEMBRO

Amigos do Projeto de Braços Abertos,

Infelizmente, por questões burocráticas que transcendem a organização da prova, optamos em adiar a realização da etapa Caju para o dia 26 de novembro.

Todos os atletas inscritos têm a sua vaga automaticamente confirmada para a próxima data de 26 de novembro.

Contamos com a compreensão e agradecemos a todos que nos ajudam na luta por um Rio sem Barreiras.

Um abraço,

Equipe Projeto de Braços Abertos

 

 

 

 

Projeto De Braços Abertos duplica verba de comerciante do Borel

Novo e já famoso na comunidade, “Frango do Caçula” tem aumento significativo de receita em dia de corrida

Caçula posa com suas ferramentas de trabalho / Foto: Guilherme Taboada / Agência Sport Session

Além da integração, do esporte e do lazer oferecido, o Projeto De Braços Abertos contribui também com o comércio local das comunidades. Um exemplo disso é o Boteco & Cia do Borel, popularmente conhecido como Frango do Caçula, que foi inaugurado no último mês de fevereiro na comunidade.

Relativamente novo e já bem famoso nos arredores, o estabelecimento consiste em um trailer, uma churrasqueira localizada em seu exterior e algumas mesas e cadeiras para comportar os clientes. O proprietário é o pernambucano Zé, que se mudou para o bairro carioca em 1994 e faz questão de ressaltar que é torcedor do Vasco da Gama. Casado há cinco anos com Edna, moradora do Borel há quase quatro décadas, Zé é conhecido apenas pelo apelido Caçula, que é originário de Recife. O negócio foi aberto em sociedade com a esposa, que tem papel fundamental no funcionamento.

“Sou filho único e a família também não teve netos, então me chamavam de Caçula lá no Recife, acabou pegando e veio comigo para o Rio. Abri o Frango aqui em fevereiro com a Edna, que é a pessoa que tempera tudo, é a responsável por cozinhar os acompanhamentos, servir as bebidas, receber a maioria dos pagamentos. Sem ela o trailer não abre”, confessa Caçula, reconhecendo a importância da mulher.

O casal proprietário Edna e Zé Caçula. Foto: Guilherme Taboada / Agência Sport Session

Em um final de semana comum, Caçula vende cerca de 40 a 45 frangos por dia, porém esse número dobrou no último dia 6 de agosto, data da etapa do Projeto De Braços Abertos no Borel em 2017. O comerciante vibrou com o aumento da clientela e com o tanto de gente passando em frente ao negócio. “Só ajudou a divulgar meu trabalho, vendi mais de 90 frangos, fora as cervejinhas. Tomara que tenha uma edição da corrida todo mês”, comemorou com um sincero sorriso no rosto.

O Frango do Caçula fica na Rua São Miguel, em frente ao CIEP do Borel e funciona de terça a domingo, a partir das 9h. No cardápio, além dos tradicionais cortes de frango temperados, há carne e linguiça suína, contrafilé, o bem servido churrasco misto, os acompanhamentos (farofa, feijão tropeiro, batata frita, macarronese, arroz e molho à campanha), além das opções de bebidas, como refrigerantes, cervejas e as caipirinhas.

Na próxima semana (24 de setembro) será a vez da comunidade do Caju sediar a última edição do Projeto De Braços Abertos em 2017. Oportunidade para os comerciantes locais faturarem, assim como o simpático vascaíno do Borel.

Atleta completa percurso do Borel e volta para correr mais 2 km

Gilney Morett corre os 5km de prova e busca forças para “resgatar” a namorada Ranny, iniciante no mundo das corridas

Ranny e Gilney aprovaram o Projeto De Braços Abertos

No início de agosto ocorreu a etapa do Borel do Projeto De Braços Abertos 2017. 5km de percurso foi o total da distância percorrida por cerca de 1.000 atletas. Porém, um destes, o engenheiro Gilney Morett, de 40 anos de idade, correu 7 km. O motivo foi o resgate à namorada Ranny Rafaela, que ainda está começando a se aventurar em provas de corridas e não consegue acompanhar o ritmo do amado.

Gilney, que chegou na 18° colocação geral e é quase um profissional, com rotinas de cinco treinos diários, explica que sempre volta ao percurso após ultrapassar as linhas de chegada para apoiar Ranny e incentivá-la a terminar as corridas. “Sempre estou melhor preparado, treino muito e faço parte da equipe MP Run aqui da Tijuca. A Ranny também, mas ainda não tem a minha experiência, então eu acabo voltando para animar ela mesmo, para curtir um pouco o trajeto ao lado dela e isso acaba me rendendo mais uns dois quilômetros mais ou menos”.

O desempenho de Ranny não foi decepcionante, já que chegou atrás de 76 mulheres e na posição 245 no geral. O Projeto De Braços Abertos do Borel foi bastante elogiado por ela. “A organização é espetacular, tudo deu muito certo, desde a entrega dos kits, passando pelo guarda-volumes, o aquecimento animado, a corrida e a integração. É uma ótima oportunidade de fazer amizades e passar um tempinho junto com o namorado, pois é um evento familiar e a inscrição tão disputada não é à toa”, comenta a técnica de radiologia, Ranny Rafaela.

O casal está junto há um ano e apesar dos 16 de diferença nas idades, mostram várias coisas em comum. Cada um tem um filho, amam exercitar os corpos e o esporte favorito é a corrida de rua. Tanta sintonia só poderia resultar em união e o casamento formal ainda não está planejado, mas a ideia de um novo membro na família é descartada imediatamente por ambos, novamente um ponto similar. “Ah não, mais um não! Está bom já assim com dois”, afirma Ranny aos risos, enquanto Gilney completa com bom humor: “A família está formada e a fábrica já está fechada”!

A próxima edição do Projeto De Braços Abertos será na comunidade do Caju, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, em 24 de setembro. As inscrições poderão ser feitas através do site www.projetodebracosabertos.com.br, a partir do próximo dia 12.

Aquecimento ao som de Michael Jackson e promessa de campeão no Santa Marta De Braços Abertos

Fly Vagner animou os participantes do Santa Marta com muita música de Michael Jackson. Foto: Guilherme Taboada / Agência Sport Session

Na manhã deste domingo, 20 de agosto, aconteceu a quarta etapa do Projeto De Braços Abertos em 2017. A sede da vez foi a bela comunidade Santa Marta, em Botafogo, que reuniu cerca de 1.000 atletas em um clima descontraído e muito amigável. A concentração para o início da prova de 6 km foi na entrada da região, à Rua Marechal Francisco de Moura, esquina com a famosa e principal Rua São Clemente.

Havia a preocupação com a chuva e com a queda de temperatura, porém São Pedro “deu uma ajudinha” e manteve o céu limpo durante todo o evento, que teve bastante ventania apenas. O responsável pelo aquecimento e pela animação da galera foi o coreógrafo global Fly Vagner, que comandou uma série de exercícios ao som de “Blame It On The Boogie”, do saudoso astro norte-americano Michael Jackson, que tem uma ligação histórica com a comunidade, já que a visitou em 1996, o que lhe rendeu uma estátua em uma das vielas do local. Fly, que também aproveitou para realizar o percurso da etapa, falou sobre o evento.

“Coloquei música do Michael Jackson porque tem toda uma ligação aqui com o Santa Marta. Os moradores têm muito orgulho de terem recebido um ídolo mundial e a galera ficou animada demais, então acho que deu certo. Mas a corrida foi ‘puxada’ como sempre, não é tão difícil quanto o Borel, mas tem escadaria demais. Particularmente adorei os becos e o percurso. Foi tudo show”, confessou.

A competição terminou com vitórias de Welerson Rafael e Isabella Delfim, nas categorias gerais masculina e feminina, respectivamente. Na categoria comunidade os vencedores foram Mateus Cardoso, que já havia vencido também em 2016, e Tayane de Almeida.

O pódio da categoria feminina teve Isabella Delfim no topo. Foto: Guilherme Ferraz / Agência Sport Sesssion

 

100% de aproveitamento e rivalidade masculina aflorada

O maior vencedor do Projeto De Braços Abertos não é carioca. Trata-se do mineiro Antônio José da Silva, de 27 anos, que já venceu sete edições até hoje. Sabendo dessa soberania, Welerson Rafael já conseguiu derrotá-lo na etapa do Vidigal, disputada no último mês de julho, mas quer feitos maiores. Almeja bater o número de vitórias do rival. 

Welerson venceu pela 2° vez e quer ser o maior vencedor do projeto. Foto: Guilherme Taboada / Agência Sport Session

“Fiz duas provas do projeto até agora e venci ambas. No Vidigal venci o Antônio na reta final, chegando um segundo à frente dele. Hoje aqui no Santa Marta foi uma vitória dois dias após meu aniversário, então também foi especial. Eu não tenho muita condição para treinar porque sou pai de filha pequena, trabalho com vendas, tenho esposa, então só de vez em quando dou uma corridinha básica, porém é mais um dom mesmo. Quero ganhar todas as etapas para desbancar o Antônio e quebrar o recorde dele”, revelou Welerson Rafael, de apenas 21 anos de idade, morador do bairro de Paciência, na Zona Norte.

O Projeto De Braços Abertos tem parceria com a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) e patrocínio da Caixa Econômica e do Governo Federal. A próxima edição será no dia 24 de setembro, na comunidade do Caju, na Zona Portuária do Rio de Janeiro. 

Resultados do Projeto De Braços Abertos – etapa Santa Marta 2017

Categoria Geral Masculino:                                              Categoria Geral Feminino:

1° – Welerson Rafael                                                          1°- Isabella Delfim

2° – Bruno Njaine                                                                2°- Valdenize Rodrigues

3° – Otoniel Silvestre                                                          3° – Francilene de Souza

 

Categoria Comunidade Masculino:                                Categoria Comunidade Feminino:

1° – Mateus Cardoso                                                           1° – Tayane de Almeida

2° – Rosemar Ramos                                                           2° – Ana Luiza Marques

3° – Julio Costa                                                                     3° – Bianca Moura

 

De Braços Abertos volta à comunidade da Zona Sul carioca

Em 2016 a etapa ficou lotada / Foto: Thiago Diz

O Projeto De Braços Abertos já virou tradicional nas comunidades do Rio de Janeiro e cada vez mais tem adeptos em suas corridas de 6 km. Em 2017, o evento já agitou regiões do Vidigal, Rocinha e Borel. No próximo domingo, 20 de agosto, a partir das 9h30, será a vez do Santa Marta, em Botafogo, na Zona Sul carioca. A largada será na Rua Marechal Francisco de Moura e 1.000 participantes são aguardados, já que todas as inscrições estão esgotadas. O coreógrafo Fly Vagner está confirmado e, além de competir, será o responsável pela animação e pelo aquecimento dos envolvidos pré-prova.

A entrega dos kits aos atletas será realizada no mesmo dia, das 6h às 8h, no próprio local de largada. É obrigatório apresentar algum documento de identificação e doar 2 kg de alimentos não perecíveis. Essa iniciativa começou a partir da última etapa, no Borel, com o objetivo de reduzir o número de faltosos na competição, já que todo o material era entregue um dia antes nas edições anteriores. A mudança foi bastante elogiada.

“Ótimo esse novo procedimento de pegar o kit no dia da corrida. Fica mais prático para os atletas e foi tudo bem organizado na última etapa. Não vi ninguém reclamando”, comenta Maria Moreira, que se sagrou campeã da categoria comunidade, no Borel.

O trajeto do Santa Marta é estreito em vários trechos / Foto: Thiago Diz

O Projeto De Braços Abertos no Santa Marta é gratuito e vai oferecer, além do lazer e do esporte, a cultura, pois novamente haverá o concurso de fotografia “Fotografe Esta Ideia” e a oficina “Grafite Seu Esporte”, sob orientação do profissional Marcelo Lamarca. O evento, também será constituído da famosa minicorrida, com percursos entre 50 m e 1 km, para crianças de 1 a 13 anos de idade.

 

SERVIÇO

Data: 20/08/2017

Horário: 9h30

Local: Largada na Rua Marechal Francisco de Moura, s/n

Endereço: Rua Marechal Francisco de Moura, s/n – próximo ao plano inclinado – Botafogo, Rio de Janeiro – RJ

Classificação etária: Livre

Mais informações: http://projetodebracosabertos.com.br/etapa-santa-marta/

Página no Facebook: facebook.com/projetobracosabertos/

De Braços Abertos no Borel teve novidade na entrega de kits, piquenique e até sósia de Gabriel Jesus

Borel De Braços Abertos 2017

Pela primeira vez, desde 2012, o Projeto De Braços Abertos fez a entrega dos kits dos corredores no mesmo dia da charmosa corrida carioca. Com a distância de 5 km e largada às 9h30 em frente ao CIEP (Centro Integrado de Educação Pública), na Rua São Miguel, no Borel, a etapa deste domingo, dia 6 de agosto, contou com mais de 1.000 atletas de diversas idades e localidades, misturados em um ambiente ensolarado e descontraído.

Diferentes grupos de pessoas começaram a chegar a partir das 6h na comunidade da Zona Norte. Priscila, Cristiana, Wallace e Thamires são de Nova Iguaçu e resolveram inovar no café da manhã, juntaram-se a Alex Campos, de Bangu, estenderam uma grande toalha sobre o asfalto do CIEP e montaram um piquenique completo, com direito a sucos, bananas, pastas de atum, pães, queijo e outros alimentos. “Acordamos às 4 horas da manhã, viemos de ônibus e ainda teríamos que ficar esperando a largada da prova, então pensamos que seria melhor trazer uma comidinha”, contou Wallace.

Piquenique da turma de Nova Iguaçu

A competição terminou com vitórias de Bruno Njaine e Brígida Anjos, nas categorias gerais masculina e feminina, respectivamente. Na categoria comunidade os vencedores foram Uidson Alves e Maria de Lima Moreira, que é diarista e se surpreendeu ao ouvir o anúncio de que seria a campeã do Borel, alguns metros antes de cruzar a linha de chegada, o que a fez demonstrar imensa felicidade e dar vários pulos eufóricos. “Foi tudo muito eletrizante, uma sensação de surpresa mesmo, eu não esperava vencer e quando o locutor anunciou que eu seria a primeira, só meu deu vontade de gritar e pular bastante. Estou muito feliz e ainda terei essa ajuda da Mizuno (os dois primeiros colocados de cada comunidade recebem assessoria esportiva da empresa japonesa por um ano). Dá até para tentar vencer no geral em outras etapas”, relatou a maranhense Maria, de 37 anos.

Maria Moreira fez muita festa na linha de chegada

O percurso, apesar de ter uma das ladeiras mais íngremes do Projeto De Braços Abertos, foi elogiado pelos competidores, sobretudo por Geraldo Rogério Silva, de 32 anos, que ficou com o terceiro lugar na categoria comunidade e fez uma homenagem à esposa Wanessa, grávida de Heitor, primeiro filho do casal. “O Borel tem muita gente de bem e a região precisa de eventos como esse. O ‘burburinho’ que gera nos dias antes da corrida é algo muito positivo mesmo. Temos um trajeto complicado, duro de subir, mas a dificuldade deixa mais divertido. Só quero agradecer os organizadores, que inclusive deixaram eu subir ao pódio com minha esposa, quebrando o protocolo por uma boa causa”, agradeceu o especialista em logística, Geraldo.

O futuro papai também se destacou por uma semelhança física muito peculiar. Ele mesmo revela que se acha parecido como atacante da seleção brasileira de futebol, Gabriel Jesus, mas quando o assunto é futebol prefere não praticar. “Prefiro correr mesmo. Não tenho o talento do Gabriel, mas realmente algumas pessoas me dizem que pareço com ele. Também acho e isso não me incomoda”, diz Geraldo Rogério, com bom humor.

Geraldo Rogério, o sósia de Gabriel Jesus, ao lado da esposa Wanessa

O Projeto De Braços Abertos tem parceria com a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) e patrocínio da Caixa Econômica e do Governo Federal. A próxima edição será no dia 20 de agosto, na comunidade Santa Marta, em Botafogo. 

Resultados do Projeto De Braços Abertos – etapa Borel 2017

Categoria Geral Masculino:                                              Categoria Geral Feminino:

1° – Bruno Njaine                                                                 1°- Brígida Anjos;

2° – Misael Souza;                                                                2°- Juliana Carpes;

3° – Virgílio Ribeiro;                                                             3° – Gabriela Hermes;

 

Categoria Comunidade Masculino:                                Categoria Comunidade Feminino:

1° – Uidson Alves;                                                               1° – Maria de Lima Moreira;

2° – Antônio Avelino;                                                         2° – Ana Cristina Ferreira;

3° – Geraldo Rogério Silva;                                               3° – Ângela Ferreira;

 

Crédito das fotos: Guilherme Taboada / Guilherme Ferraz / Agência Sport Session

Francesas “roubaram a cena” na Rocinha De Braços Abertos

Etapa disputada em julho contou com as europeias Stella e Manon, que tiveram suas primeiras experiências em uma corrida de rua no Brasil

Stella e Manon posam sorridentes com as medalhas do projeto

O Projeto De Braços Abertos está cada vez mais abrangente em seu público. A segunda edição de 2017 contou com as ilustres participações de Stella Chavin e Manon Prat, estudantes francesas que estão em intercâmbio na Universidade de São Paulo (USP). As jovens amigas de 23 anos se animaram com a causa e resolveram se inscrever para correr na comunidade da Rocinha, já que estariam no Rio de Janeiro aproveitando os últimos dias de férias e proximidade.

Apesar da amizade de três anos, as francesas decidiram não morar juntas no Brasil, assim poderiam conhecer melhor o povo brasileiro e sua cultura, além do idioma. Manon está com malas prontas para a Costa Rica, onde conseguiu estágio na área de turismo e irá morar pelos próximos seis meses. “A Manon vai partir em breve e tivemos que aproveitar o tempo juntas e queríamos vir para o Rio. A gente gosta de correr, embora não tenhamos o hábito diário e nem o façamos com tanta intensidade, então achamos que a corrida na Rocinha seria legal para nós”, explicou Stella.

Foi a primeira vez de Stella e Manon em uma prova de corrida no Brasil. Antes disso, elas só tinham participado da “Color Run”, na França, em 2014, e ainda nem se conheciam. Apesar da falta de experiência e dos treinamentos nem tão costumeiros, os resultados não decepcionaram. Ambas completaram o percurso desafiador em menos de uma hora, chegando quase juntas, em 196° e 202° lugares. “Gostamos muito, apesar dos primeiros 2km de subida, que foram bem difíceis. O trajeto foi muito bom, era legal passar pelas estradas, becos estreitos e a atividade em grupo passa muita energia. Tivemos a oportunidade de conhecer uma comunidade pacificada, nos sentimos seguras o tempo todo e correríamos novamente com certeza”, relataram.

Além da performance, as estudantes também chamaram a atenção de outros competidores e moradores da Rocinha por outro fator: a beleza, mesmo que Stella tente disfarçar com modéstia e timidez. “Olha, tinham muitas mulheres bonitas lá e o povo que é atleta é acostumado a ver pessoas atraentes o tempo todo, então são mais respeitosos. Não recebemos cantadas como as que recebemos nas ruas em geral, mas os homens nos olham bastante porque temos rostos de ‘gringas’, com olhos claros e cabelos loiros”, revelou aos risos constrangidos.

A próxima edição do Projeto De Braços Abertos acontece na comunidade do Borel, no próximo dia 6 de agosto.

Manon Prat em ação na Rocinha. Crédito: Guilherme Taboada / Agência Sport Session