Projeto De Braços Abertos está de volta à comunidade do Borel

Terceira edição de 2017 já tem inscrições encerradas e mudanças na entrega de kits para beneficiar os competidores

Crédito: Guilherme Taboada / Agência Sport Session

Pelo quinto ano consecutivo a comunidade do Borel irá sediar uma etapa do Projeto De Braços Abertos. A corrida, que já virou tradicional no Rio de Janeiro, acontece no próximo dia 6 de agosto, às 9h30, com a largada em frente ao CIEP, à Rua São Miguel. Cerca de 1.000 atletas amadores e profissionais são esperados no evento e as inscrições gerais já estão esgotadas.

Pela primeira vez, desde 2012, o horário de início será mais tardio. A explicação é que houve alteração na data da entrega dos kits e, a partir desta edição no Borel, a retirada será sempre no mesmo dia da corrida, das 6h às 8h. O objetivo é diminuir o número de ausências durante a prova. A entrega dos kits será feita no pátio do CIEP e é obrigatória a apresentação de documento de identificação e doação de 2kg alimentos não perecíveis.

“Gostei da retirada do kit no dia da competição, pois tem gente que só retira os kits e não vai correr. Parabéns à organização pelo esforço de mudar e melhorar a dinâmica do evento. Isso beneficia quem realmente ama o esporte, como eu e muitos amigos”, comenta André Caetano, um dos atletas já inscritos para o Borel.

Levando esporte, cultura e lazer gratuitamente, o Projeto De Braços Abertos já caiu no gosto dos cariocas e visa a integração e a inclusão social, conectando diferentes públicos. A divertida minicorrida, com percursos que variam de 50 m a 1 km, dependendo da idade da criança (1 a 13 anos) ainda tem vagas disponíveis e as inscrições podem ser feitas através do link https://goo.gl/K8XhKf.

Crédito: Guilherme Taboada / Agência Sport Session

A equipe de staff contratada para o projeto é formada por moradores das comunidades sedes, que passam por dois dias de capacitação profissional na semana do evento. As inscrições para as vagas de trabalho deverão ser feitas nos mesmos pontos físicos das inscrições das corridas, mediante apresentação de comprovante residencial. Além das corridas e da capacitação profissional, o evento conta novamente com o concurso de fotografia e a oficina de grafite, com suporte do profissional Marcelo Lamarca.

SERVIÇO

Data: 06/08/2017

Horário: 9h30

Local: Largada em frente ao CIEP

Endereço: Rua São Miguel, s/n – Tijuca, Rio de Janeiro – RJ

Classificação etária: Livre

Mais informações: http://projetodebracosabertos.com.br/etapa-borel/

Página no Facebook: facebook.com/projetobracosabertos/

Jornalistas do Fox Sports participaram do projeto De Braços Abertos

Amantes das corridas de rua, Eduardo Elias e Ana Luiza Real marcaram presença no circuito da Rocinha e elogiaram iniciativa

Ana Luiza Real mostra medalha com orgulho

No último dia 16 de julho o projeto De Braços Abertos esteve na comunidade da Rocinha, onde realizou a segunda edição de 2017. O evento reuniu cerca de 1.000 atletas amadores e profissionais e contou com competidores ilustres, como os jornalistas Eduardo Elias e Ana Luiza Real, do canal televisivo Fox Sports.

Não foi a primeira vez que Eduardo e Ana Luiza se aventuraram no projeto. Ambos correram no Vidigal no início de julho e, apesar do trajeto mais simples, garantiram que o circuito da Rocinha é mais complicado. “A ladeira é bem difícil, especialmente a descida. Ali tem que tomar muito cuidado para não se machucar e isso torna o caminho da Rocinha mais desafiador, pois é muita subida de início e depois muita descida. No Vidigal ia intercalando, sobe e desce, sobe e desce”, relatou Eduardo Elias. Já Ana Luiza, a Aninha, citou os vários tipos de obstáculos. “O trajeto foi duro e muito legal. Ter vários estilos juntos é tudo o que o corredor ama. Tinha tudo, ladeira, escada, trail, plano…acho que o De Braços Abertos tem esse charme, essa marca”, opinou a criadora do famoso perfil @caseicomatleta no Instagram.

Sobre as colocações finais, Edu afirmou não estar preocupado e que o importante era treinar e se divertir. O âncora chegou em centésimo e Aninha teve desempenho um pouco melhor, chegando na 93° colocação. “Corri em 44 minutos, em ritmo de treino. Daqui ainda vou correndo para o terminal Alvorada, na Barra, pois estou treinando para uma meia maratona. O importante foi a diversão e manter a forma mesmo” confessou o apresentador.

Eduardo Elias posa para foto após corrida na Rocinha

A organização e a segurança também foram vertentes elogiadas pela dupla de comunicadores, que prometeu voltar a correr em edições futuras.

“Já tinha corrido em Vidigal e pintou a oportunidade de correr na Rocinha. Não pensei duas vezes. Muito bom! É um projeto que tem totalmente meu apoio e é muito emocionante ver as criancinhas no colo dos pais, as pessoas na janela acenando sorridentes, orgulhosos por estarem sediando um evento desses. Estão ali sem as melhores condições, mas vivem dignamente e sobem aquela ladeira todo dia. É um clima bem gostoso”, explicou Eduardo Elias.

“Corri com celular em uma mão e a Go Pro na outra. Fiz várias fotos e a comunidade nos abraçou, todo mundo gritava e incentivava quando passava um atleta. Foi muito seguro e importante porque nos colocou em contato com os moradores. Convido todo mundo a participar, tenho certeza que vão adorar a experiência. Estarei presente sempre que puder”, assegurou Ana Real.

Aninha se divertiu enquanto corria e fez várias fotos durante o percurso

A próxima etapa do projeto De Braços Abertos será realizada na comunidade do Borel, no dia 6 de agosto. As inscrições serão abertas na próxima quinta-feira, 27 de julho.

Projeto De Braços Abertos teve comoção e muita diversão na Rocinha

Fotos: Guilherme Taboada / Agência Sport Session

Os competidores e a equipe de staff da organização do projeto De Braços Abertos acordaram mais cedo que o sol, e às 5h deste domingo, 16 de julho, já estavam reunidos e concentrados em frente ao Centro Municipal de Cidadania Rinaldo de Lamare para dar procedimento à segunda edição do evento em 2017. A etapa da Rocinha começou às 8h e reuniu cerca de 1.000 atletas, que prestaram um minuto de silêncio pela morte do jovem Renan Neves da Silva, de 18 anos, morto no último mês de junho na própria comunidade. Além disso, algumas dezenas de bexigas brancas foram lançadas ao céu e palavras de apoio aos familiares do adolescente foram ditas pelo narrador da etapa.

Bexigas brancas foram lançadas ao céu em homenagem a Renan Neves

 A corrida, com 6 km de distância, foi marcada pelo bom humor e pela interatividade dos participantes, que foram devidamente hidratados e alimentados após o término. O auxiliar de serviços gerais Otoniel Silvestre Faria está a oito dias de completar 29 anos de idade, mas o presente chegou antecipado. Natural de Juíz de Fora, ele foi o grande campeão geral, tendo mantido a primeira colocação desde a largada.

Otoniel Faria foi o grande vencedor da competição

“Os caras que vêm aqui correm mais. Eu vinha batendo na trave sempre, fiquei em segundo no Santa Marta e em terceiro na Rocinha mesmo ano passado. Agora ganhei e estou muito feliz porque esse projeto é bom demais, incentiva o povo e todo mundo se junta. Não foi fácil, mas já conhecia o trajeto e usei a estratégia de largar na frente, ganhar distância no início porque seria importante chegar lá em cima do morro antes dos oponentes”, declarou Otoniel.

Conhecida em todo o bairro, a sorridente Jack Pink (31) foi a vencedora da versão feminina da categoria comunidade e não escondeu a sinceridade. “Eu esperava vencer entre as corredoras daqui, pois na Rocinha não tem tanta menina acostumada a correr. Já teve, mas eu evoluí demais e muitas saíram também. Se eu não fosse a primeira iria tomar um ‘puxão de orelha’ de todos”, comenta aos risos.

Jack Pink venceu na categoria feminina de comunidade

O trajeto do Desafio Rocinha De Braços Abertos começou na Rua Bertha Lutz, em São Conrado, passando por becos, ladeiras, escadarias e ruas da comunidade pacificada. O projeto tem o cunho de integração social através do esporte e proporciona, além da competição de atletismo e da mini corrida de 1km – que mais uma vez foi muito procurada e incentivada- , um concurso cultural de fotografia e uma oficina de grafite para revitalizar trechos desgastados da região. A iniciativa tem parceria com a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) e patrocínio da Caixa Econômica e do Governo Federal. A próxima edição do De Braços Abertos será no dia 6 de agosto, na comunidade do Borel.

O profissional Marcelo Lamarca foi o responsável pela oficina de grafite do projeto

Da obesidade às ultramaratonas: conheça a história de Rafael Costa

Em 2015 o produtor cultural Rafael dos Santos Costa pesava 85 kg e parecia estar direcionado à obesidade mórbida. Aos 31 anos, ele andava desmotivado e sem pensar em resgatar o bem-estar, apenas por acomodação. O sedentarismo era constante e o acúmulo dos indesejáveis pneuzinhos era notável. Rafael conheceu o projeto De Braços Abertos em junho daquele ano, e, já incomodado com o sobrepeso, resolveu fazer a inscrição. Ele ainda não sabia, mas a partir deste dia sua vida teria mais qualidade e seu corpo o agradeceria eternamente.

“Há dois anos conheci o De Braços Abertos e participei para comprovar como estava e em quanto tempo conseguiria terminar o trajeto do Vidigal. Completei a prova em 43 minutos, muito acima do peso ideal, com 86 kg. Adorei o clima e a sensação da corrida. Aí uma ‘chave virou’ em minha cabeça e passei a praticar o esporte. Hoje sou ultramaratonista, já participei de umas três maratonas, umas dez meias e agora tenho foco, minha vida é outra. A mulher agradece também”, comenta Rafael, com bom humor.

Rafael atualmente pesa 70 kg e revela não ter perdido apenas o peso. O produtor também deixou para trás a ideia que tinha sobre outras comunidades. “Conheci outras áreas, que antes eu até achava que eram de uma realidade totalmente diferente do que vi. Nunca tinha ido ao Caju ou Jacarezinho, por exemplo. Nem pensava em ir. Hoje dou ainda mais valor ao projeto por isso, ele quebra barreiras, agrega algo. É um evento que abraça e torço para não acabar nunca, pois ainda quero correr com meu filho no dia que tiver um”, confessa.

Rafael Costa em atividade em 2017

Rafael é apenas mais um dos diversos casos de superação encontrados no De Braços Abertos. Totalmente gratuito, o projeto já teve mais de 80 mil competidores desde sua primeira aparição, em 2012. No próximo dia 16 de julho, a 22° etapa será na Rocinha, com largada às 8h em frente ao Centro Municipal de Cidadania Rinaldo de Lamare.

Superação e alegria marcam primeira etapa do Projeto de Braços Abertos 2017

  Nem a chuva que caiu durante a madrugada foi capaz de esfriar o ânimo dos mais de 1000 atletas inscritos na etapa Vidigal do Projeto de Braços Abertos. Com largada marcada para as 8 horas deste domingo, 2 de julho, o evento que conta com uma corrida para adultos de 6km e uma mini corrida para as crianças recebeu seus atletas logo que o sol começou a ganhar força.

  Animados com o aquecimento promovido pelo coreógrafo e Youtuber, Fly Vagner, sempre presente nas etapas do projeto, logo se alinharam para percorrer as subidas e descidas da comunidade que fica localizada entre os bairros de São Conrado, Rocinha e Leblon, privilegiada por uma das mais belas vistas do Rio de Janeiro.

  Com uma ajuda de São Pedro, a chuva não apareceu em momento algum do evento, permitindo uma prova ainda mais animada. Entre subidas intensas, escadarias, becos e claro, toda a energia dos moradores, a prova terminou com vitória de Welerson Rafael e Isabella Delfim entre os gerais, com os tempos de 25´34” e 32´38” respectivamente. Na categoria comunidade, quem levou a vitória foram os atletas locais Misael Santos, com o tempo de 28´10” e Beatriz Fernandes, com 36’12”.

 “É sempre emocionante correr no Braços Abertos e aqui no Vidigal não foi diferente. A chuva deixou as escadas e descidas com mais adrenalina e a disputa com meu amigo Antônio foi até o final. Consegui a vitória nos últimos metros e estou muito feliz!”, definiu o vencedor Welerson.

  Beatriz Fernandes, vencedora na categoria comunidade, falou um pouco sobre a superação: “Ontem fiz um treino de 30k pois estou treinando para distâncias maiores. Mas aqui no Vidigal não posso deixar de participar, fui campeã em 2016 e estou muito feliz com a vitória hoje novamente. Correr aqui junto com os amigos e familiares é uma emoção muito grande.”

 Para encerrar a manhã animada, crianças de 1 a 13 anos promoveram belas disputas na mini corrida onde todos já eram vencedores com medalhas de participação.

  O Projeto de Braços Abertos agora parte rumo à Rocinha, em prova marcada para o dia 16 de julho. As inscrições, sempre concorridas, abrem para o público geral nesta quinta, dia 6 de julho, pontualmente ao meio-dia. Para garantir o seu lugar você deve acessar: www.projetodebracosabertos.com.br .

  Já para os moradores da Rocinha, as inscrições poderão ser realizadas nos dias 6 e 7 de julho nos pontos físicos indicados no site do Projeto de Braços Abertos. A inscrição é solidária com entrega de 2 kilos de alimento não perecível.

Vidigal abre as portas e recebe a primeira edição do Projeto de Braços Abertos de 2017

Aproximadamente 1500 pessoas são aguardadas para estreia do Projeto em 2017. A comunidade da Zona Sul do Rio de Janeiro também recebeu a etapa do projeto no ano passado.

Levando muita cultura, esporte e lazer em um único final de semana, o Projeto de Braços Abertos já conquistou um espaço no coração dos cariocas. Visando a integração, inclusão e igualdade ao conectar diferentes grupos sociais, o projeto desde 2012 atua nas comunidades pacificadas do Rio de Janeiro em prol de uma cidade sem barreiras. Começando o circuito 2017 com força total, a primeira etapa já está definida e acontecerá no Vidigal, comunidade situada na Zona Sul da Cidade Maravilhosa, no dia 02 de julho, às 8h.

A inscrição para a corrida de 6km e mini-corrida, destinada para a criançada, é de graça mediante a doação de 2kg de alimentos não-perecíveis, e começa a partir do dia 20 de junho. Parte das vagas é destinada a moradores da comunidade do Vidigal e da Chácara do Céu e as inscrições só podem ser feitas nos pontos físicos indicados, mediante entrega de xerox do comprovante de residência. Já os não-residentes devem correr para garantir a sua vaga pelo site do projeto. Em 2016, as inscrições online levaram menos de 15 minutos para acabar!

Toda a equipe de staff contratada para o projeto é formada por moradores das comunidades, que passam por dois dias de capacitação profissional na semana do evento. As inscrições para as vagas de trabalho deverão ser feitas nos mesmos pontos físicos das inscrições das corridas, no Vidigal, também mediante apresentação de comprovante.

A retirada dos kits para a corrida será feita no pátio do colégio Stella Maris – situado na Estrada do Vidigal, nº 75 – no sábado, dia 1 de julho, das 10h às 16h. Já a capacitação da equipe de staff ocorrerá nos dias 28 e 29 de junho, no colégio Almirante Tamandaré, das 19h30 às 21h30.

Esse é a 6ª edição do Projeto de Braços Abertos na comunidade do Vidigal, e ao longo dos anos, os moradores foram conhecendo cada vez melhor os objetivos do projeto e aderindo maciçamente ao evento. É o que conta Beatriz Fernandes, vencedora na categoria comunidade em 2016.

“O Vidigal é uma comunidade carente de eventos esportivos. Acho que a corrida tem sido fundamental na transformação de várias pessoas. Além de todos estarem em dia com a forma física, criaram grupos para treinar e chegar bem nas etapas do De Braços Abertos. Essa motivação, com certeza, vai ajudar na geração de novos atletas de qualidade”, contou.

Além das corridas, o evento conta ainda com ações de grafitagem, concurso de fotografia, e muito mais.

Para saber mais, acesse: projetodebracosabertos.com.br
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VIDIGAL DE BRAÇOS ABERTOS

Inscrições nos Pontos Físicos
Data: a partir do dia 20 de junho
Locais e horários:
• Vila Olímpica do Vidigal– de 6h às 12h
• Associação dos Moradores do Vidigal – de 9h às 16h

Inscrições Online
Data: a partir do dia 20 de junho, as 12h
Onde: projetodebracosabertos.com.br

Entrega de Kits
Data: 1 de julho, sábado
Horário: de 10h às 16h
Local: Pátio do colégio Stella Maris – Estrada do Vidigal, nº 75

Corridas
Data: 2 de julho, domingo
Horário: 6 km – 8h / Mini-Corrida – 10h
Local: Em frente ao colégio Stella Maris – Estrada do Vidigal, nº 75

Contando os dias para nova temporada do Projeto de Braços Abertos, Fabiano Nascimento fala sobre metas para 2017

A temporada 2017 do Projeto de Braços Abertos está prestes a começar. Como de praxe, diversas regiões do Rio de Janeiro serão beneficiadas com o projeto. Com o objetivo de reunir muita cultura, esporte e lazer em único fim de semana, o Projeto abrirá parte de suas vagas para moradores das comunidades, mas também terá inscrições limitadas para pessoas que não residem na localidade do evento.

Um dos destaques do Projeto De Braços Abertos no ano passado, Fabiano Nascimento participou da maioria das edições. Morador da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro, ele fala sobre a importância do evento no fomento ao esporte em áreas menos favorecidas.

“Acho muito importante a realização do Projeto de Braços Abertos para a população das comunidades cariocas. A chegada do evento é vital para incentivar a pratica de esportes entre as pessoas dessas áreas. Foi assim que eu comecei. Acredito que possa servir de exemplo para muitas outras pessoas”, disse

Treinando a todo vapor enquanto aguarda o início da competição, ele conta que não modificou seus métodos de treinamentos para esta temporada. Preocupado em baixar suas marcas, o carioca tem planos ambiciosos.

“Meus treinos para 2017 continuam os mesmos. O planejamento segue com a mesma pegada dos anos anteriores e o objetivo é conquistar bons tempos. Obviamente, eu também faço um trabalho direcionado para cada prova que vou participar”.

Na expectativa por novas emoções no Projeto de Braços Abertos, ele relembra sua maior emoção na prova: “Minha intenção é participar de todas as provas da temporada. Tenho algumas restrições por conta do trabalho, mas farei todo o possível para ir em todas. Para mim, a prova que mais ficou marcada foi a primeira vez que o Projeto De Braços Abertos veio à Rocinha e fiquei em primeiro lugar entre atletas da comunidade”, finalizou.

Campeã no esporte e na vida: Marta Pinheiro supera batalha pessoal para correr no DBA

Marta Pinheiro 1° lugar geral feminino - Foto Guilherme Taboada 01
Quem vê o largo sorriso no rosto de Marta Pinheiro durante as etapas do Projeto De Braços Abertos, nem sequer pode imaginar o tamanho da batalha que a corredora trava todos os dias. Aos 46 anos, Marta busca, no esporte, algo a mais que o benefício para saúde. É por meio das corridas que ela consegue fortalecer-se para a dura rotina que a espera quando retorna para casa. A carioca, figurinha carimbada nas edições do evento, é
um exemplo para os que reclamam dos problemas da vida.

Marta mostra-se visivelmente contente com suas performances na corrida. Segundo ela, sua vida esportiva só faz sentido por conta de Miguel, de apenas quatro anos. “Eu corro, única e exclusivamente, pelo meu filho, que é especial – Miguel, de quatro anos, sofre da Síndrome de Coffin Siris e apresenta retardo e sofre com convulsões -. Sempre que entro em uma prova eu só penso nele. Essa é uma distração para mim também. Sempre que treino chego em casa “endorfinada” e ainda tenho tempo de brincar muito com ele. Atualmente, vivo em função dele, já que ele precisa tomar uma medicação muito específica e eu ainda não confio em deixá-lo com outras pessoas”, contou.

Acostumada com desafios mais pesados, ela fez questão de elogiar o novo trajeto e dizer que será presença certa nas próximas etapas do evento ao redor do Rio de Janeiro.

“Participo constantemente do Projeto, porque é ótimo correr e, ao mesmo tempo, estar integrada com essas pessoas da comunidade, que são maravilhosas. A minha preferência é sempre por provas desse estilo”

Engana-se também quem pensa que ela conta com uma estrutura de treinamentos sofisticada para conseguir bons resultados. Sem nenhum auxílio, Marta sai três vezes por semana às ruas de Olaria, bairro onde mora, para exercitar-se. Conhecida pela vizinhança, a corredora também aposta em exercícios funcionais para aumentar seu desempenho esportivo.

“Eu treino sozinha, já que não conto com auxílio de nenhuma assessoria esportiva. Faço meu treino três vezes por semana e corro pelas ruas do meu bairro. Todos lá já me conhecem como a corredora da região. Ultimamente, tenho intensificado as sessões de treinamento funcional para fortalecer a musculatura e estar com tudo em dia para quando for competir”.

Ansioso por nova temporada, Bruno Njaine quer suar a camisa no Projeto de Braços Abertos

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A temporada de 2017 do Projeto De Braços Abertos promete muitas emoções, subidas e diversão. O calendário oficial ainda não foi divulgado pela organização, mas os atletas já estão nos últimos preparativos para fazer bonito. Recebendo cerca de 1500 inscritos por etapa, a corrida segue com o trajeto de 6km para os adultos e os trajetos personalizados paras as crianças das comunidades.

Um dos destaques do circuito ano passado, Bruno Njaine já está ansioso para a abertura da temporada 2017. Em fase de manutenção, ele promete muito suor na preparação com vista de ganhar ainda mais troféus.

“Fico sempre mais motivado quando estou inscrito nas corridas do De Braços Aberto. Tenho feito alguns intervalados em pista de atletismo, estive cinco dias parado por conta de uma gripe, mas retomei os treinos fazendo 7km em 30 minutos. Estou em fase de manutenção, mas assim que divulgarem a data da primeira etapa de 2017 os treinos mudam. Pesquiso o percurso, o tempo que falta para o evento e faço os ajustes necessários. Normalmente, incluo subidas e escadarias com intensidade, para adquirir mais força nas pernas e melhorar minha resistência cardiorrespiratória”, contou.

Corredor assíduo do Projeto, o carioca lembra seu começo no evento e como monta seu planejamento para correr todas as etapas do ano. “Eu já havia corrido no Morro do Alemão e gostei. Em 2012, com o circuito de corrida De Braços Abertos nas Favelas, seriam mais opções bacanas e diferentes de corridas. Gostei mais ainda. Se eu não estiver enganado, minha estreia foi na Rocinha. Depois vieram outras etapas diferentes, então tentei conciliar minha agenda para poder participar junto com a galera do meu projeto”.

Idealizador de um projeto social que incentiva a prática esportiva entre jovens na Zona Sul, Bruno Njaine faz questão de enaltecer a importância de eventos como o De Braços Abertos para gerar expectativa e causar entusiasmo entre os moradores das comunidades cariocas.

“O Projeto de Braços Abertos é uma ótima oportunidade e ferramenta para plantar coisas boas por onde passa. Dentro do evento tem outras ações para ajudar, além da corrida, isso é muito bacana! Trazer o esporte para favela é a esperança de todos nós para que dias melhores virão. Todos que trabalham nas favelas, agentes de saúde, professor de esporte, assistente social, precisam de ajuda e estrutura para continuar e realizar o trabalho efetivo. Se não tem esporte educacional nas favelas, a violência só tende a crescer, e tudo que nós queremos é viver em paz. O Projeto de Braços aberto contribui bastante para uma realidade melhor”, concluiu.

“Mulher-Maravilha” vence e acompanha realização de sonho do cunhado

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Escolhida para fechar a temporada 2016 do Projeto De Braços Abertos, a comunidade do Santa Marta, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, acolheu aproximadamente 1500 inscritos para as corridas de 6km, para adultos, e Kids, para crianças entre 1 e 13 anos. Muitas pessoas que completaram a prova aproveitaram para acompanhar seus parentes e amigos na corrida das crianças. Caso de Stephani De Moraes, campeã feminina na categoria comunidade.

A vestimenta em homenagem à Mulher-Maravilha não era por acaso. Moradora do Santa Marta, Stephani fez bonito e ficou com a terceira colocação geral entre as mulheres, apenas um minuto e 13 segundos atrás da campeã Marta Pinheiro.

“Fiquei muito feliz com a minha performance. Conheço bem o percurso, mas foi bem diferente da edição do ano passado. Foi bem difícil conquistar uma boa posição, até porque participei de uma corrida nesta semana. Eram muitas subidas, então a perna ficou um pouco cansada. Com o apoio da comunidade consegui me superar”, comentou.

Pouco depois de correr os 6km do percurso montado pela organização do Projeto De Braços Abertos, a carioca se dirigiu para a corrida kids. Lá, uma das pessoas mais importantes da sua vida teria um momento único. Acometido por uma hidrocefalia – síndrome provocada pelo aumento do líquido que circula nas cavidades cerebrais -, Diogo Moreno, seu cunhado, tem movimentos limitados da cintura para baixo. Coube a Stephani, a missão de leva-lo para uma experiência inesquecível.

“O Diogo tem hidrocefalia e algumas limitações. Por exemplo, ele não possui movimentos do joelho para baixo. Apesar disso, ele sempre se mostra muito feliz quando tem a oportunidade de ver e praticar algum esporte. Fiz questão de acompanha-lo na prova e poder vivenciar essa alegria junto com ele, não tem preço. O fato de trazer mais oportunidades como essas para dentro da comunidade, prova o quão importante é o Projeto De Braços Abertos. Queremos ter mais oportunidades como essa”, disse.

Criada em Jacarepaguá, a vencedora da categoria comunidade foi morar no Santa Marta por intermédio de Gílson, seu marido e morador da localidade. Com as corridas de rua no sangue desde 2004, ela conta que o esporte sempre esteve presente como algo importante na sua trajetória.

“Eu sempre pratiquei atividades relacionadas ao esporte.  Desde a minha infância foi algo muito presente na minha vida. A corrida chegou para ficar. Amo correr e incentivar os outros a praticarem uma atividade física. Espero continuar fazendo isso por muito tempo. Essa comunidade tem muito potencial”, concluiu.