Contando os dias para nova temporada do Projeto de Braços Abertos, Fabiano Nascimento fala sobre metas para 2017

A temporada 2017 do Projeto de Braços Abertos está prestes a começar. Como de praxe, diversas regiões do Rio de Janeiro serão beneficiadas com o projeto. Com o objetivo de reunir muita cultura, esporte e lazer em único fim de semana, o Projeto abrirá parte de suas vagas para moradores das comunidades, mas também terá inscrições limitadas para pessoas que não residem na localidade do evento.

Um dos destaques do Projeto De Braços Abertos no ano passado, Fabiano Nascimento participou da maioria das edições. Morador da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro, ele fala sobre a importância do evento no fomento ao esporte em áreas menos favorecidas.

“Acho muito importante a realização do Projeto de Braços Abertos para a população das comunidades cariocas. A chegada do evento é vital para incentivar a pratica de esportes entre as pessoas dessas áreas. Foi assim que eu comecei. Acredito que possa servir de exemplo para muitas outras pessoas”, disse

Treinando a todo vapor enquanto aguarda o início da competição, ele conta que não modificou seus métodos de treinamentos para esta temporada. Preocupado em baixar suas marcas, o carioca tem planos ambiciosos.

“Meus treinos para 2017 continuam os mesmos. O planejamento segue com a mesma pegada dos anos anteriores e o objetivo é conquistar bons tempos. Obviamente, eu também faço um trabalho direcionado para cada prova que vou participar”.

Na expectativa por novas emoções no Projeto de Braços Abertos, ele relembra sua maior emoção na prova: “Minha intenção é participar de todas as provas da temporada. Tenho algumas restrições por conta do trabalho, mas farei todo o possível para ir em todas. Para mim, a prova que mais ficou marcada foi a primeira vez que o Projeto De Braços Abertos veio à Rocinha e fiquei em primeiro lugar entre atletas da comunidade”, finalizou.

Campeã no esporte e na vida: Marta Pinheiro supera batalha pessoal para correr no DBA

Marta Pinheiro 1° lugar geral feminino - Foto Guilherme Taboada 01
Quem vê o largo sorriso no rosto de Marta Pinheiro durante as etapas do Projeto De Braços Abertos, nem sequer pode imaginar o tamanho da batalha que a corredora trava todos os dias. Aos 46 anos, Marta busca, no esporte, algo a mais que o benefício para saúde. É por meio das corridas que ela consegue fortalecer-se para a dura rotina que a espera quando retorna para casa. A carioca, figurinha carimbada nas edições do evento, é
um exemplo para os que reclamam dos problemas da vida.

Marta mostra-se visivelmente contente com suas performances na corrida. Segundo ela, sua vida esportiva só faz sentido por conta de Miguel, de apenas quatro anos. “Eu corro, única e exclusivamente, pelo meu filho, que é especial – Miguel, de quatro anos, sofre da Síndrome de Coffin Siris e apresenta retardo e sofre com convulsões -. Sempre que entro em uma prova eu só penso nele. Essa é uma distração para mim também. Sempre que treino chego em casa “endorfinada” e ainda tenho tempo de brincar muito com ele. Atualmente, vivo em função dele, já que ele precisa tomar uma medicação muito específica e eu ainda não confio em deixá-lo com outras pessoas”, contou.

Acostumada com desafios mais pesados, ela fez questão de elogiar o novo trajeto e dizer que será presença certa nas próximas etapas do evento ao redor do Rio de Janeiro.

“Participo constantemente do Projeto, porque é ótimo correr e, ao mesmo tempo, estar integrada com essas pessoas da comunidade, que são maravilhosas. A minha preferência é sempre por provas desse estilo”

Engana-se também quem pensa que ela conta com uma estrutura de treinamentos sofisticada para conseguir bons resultados. Sem nenhum auxílio, Marta sai três vezes por semana às ruas de Olaria, bairro onde mora, para exercitar-se. Conhecida pela vizinhança, a corredora também aposta em exercícios funcionais para aumentar seu desempenho esportivo.

“Eu treino sozinha, já que não conto com auxílio de nenhuma assessoria esportiva. Faço meu treino três vezes por semana e corro pelas ruas do meu bairro. Todos lá já me conhecem como a corredora da região. Ultimamente, tenho intensificado as sessões de treinamento funcional para fortalecer a musculatura e estar com tudo em dia para quando for competir”.

Ansioso por nova temporada, Bruno Njaine quer suar a camisa no Projeto de Braços Abertos

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A temporada de 2017 do Projeto De Braços Abertos promete muitas emoções, subidas e diversão. O calendário oficial ainda não foi divulgado pela organização, mas os atletas já estão nos últimos preparativos para fazer bonito. Recebendo cerca de 1500 inscritos por etapa, a corrida segue com o trajeto de 6km para os adultos e os trajetos personalizados paras as crianças das comunidades.

Um dos destaques do circuito ano passado, Bruno Njaine já está ansioso para a abertura da temporada 2017. Em fase de manutenção, ele promete muito suor na preparação com vista de ganhar ainda mais troféus.

“Fico sempre mais motivado quando estou inscrito nas corridas do De Braços Aberto. Tenho feito alguns intervalados em pista de atletismo, estive cinco dias parado por conta de uma gripe, mas retomei os treinos fazendo 7km em 30 minutos. Estou em fase de manutenção, mas assim que divulgarem a data da primeira etapa de 2017 os treinos mudam. Pesquiso o percurso, o tempo que falta para o evento e faço os ajustes necessários. Normalmente, incluo subidas e escadarias com intensidade, para adquirir mais força nas pernas e melhorar minha resistência cardiorrespiratória”, contou.

Corredor assíduo do Projeto, o carioca lembra seu começo no evento e como monta seu planejamento para correr todas as etapas do ano. “Eu já havia corrido no Morro do Alemão e gostei. Em 2012, com o circuito de corrida De Braços Abertos nas Favelas, seriam mais opções bacanas e diferentes de corridas. Gostei mais ainda. Se eu não estiver enganado, minha estreia foi na Rocinha. Depois vieram outras etapas diferentes, então tentei conciliar minha agenda para poder participar junto com a galera do meu projeto”.

Idealizador de um projeto social que incentiva a prática esportiva entre jovens na Zona Sul, Bruno Njaine faz questão de enaltecer a importância de eventos como o De Braços Abertos para gerar expectativa e causar entusiasmo entre os moradores das comunidades cariocas.

“O Projeto de Braços Abertos é uma ótima oportunidade e ferramenta para plantar coisas boas por onde passa. Dentro do evento tem outras ações para ajudar, além da corrida, isso é muito bacana! Trazer o esporte para favela é a esperança de todos nós para que dias melhores virão. Todos que trabalham nas favelas, agentes de saúde, professor de esporte, assistente social, precisam de ajuda e estrutura para continuar e realizar o trabalho efetivo. Se não tem esporte educacional nas favelas, a violência só tende a crescer, e tudo que nós queremos é viver em paz. O Projeto de Braços aberto contribui bastante para uma realidade melhor”, concluiu.

“Mulher-Maravilha” vence e acompanha realização de sonho do cunhado

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Escolhida para fechar a temporada 2016 do Projeto De Braços Abertos, a comunidade do Santa Marta, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, acolheu aproximadamente 1500 inscritos para as corridas de 6km, para adultos, e Kids, para crianças entre 1 e 13 anos. Muitas pessoas que completaram a prova aproveitaram para acompanhar seus parentes e amigos na corrida das crianças. Caso de Stephani De Moraes, campeã feminina na categoria comunidade.

A vestimenta em homenagem à Mulher-Maravilha não era por acaso. Moradora do Santa Marta, Stephani fez bonito e ficou com a terceira colocação geral entre as mulheres, apenas um minuto e 13 segundos atrás da campeã Marta Pinheiro.

“Fiquei muito feliz com a minha performance. Conheço bem o percurso, mas foi bem diferente da edição do ano passado. Foi bem difícil conquistar uma boa posição, até porque participei de uma corrida nesta semana. Eram muitas subidas, então a perna ficou um pouco cansada. Com o apoio da comunidade consegui me superar”, comentou.

Pouco depois de correr os 6km do percurso montado pela organização do Projeto De Braços Abertos, a carioca se dirigiu para a corrida kids. Lá, uma das pessoas mais importantes da sua vida teria um momento único. Acometido por uma hidrocefalia – síndrome provocada pelo aumento do líquido que circula nas cavidades cerebrais -, Diogo Moreno, seu cunhado, tem movimentos limitados da cintura para baixo. Coube a Stephani, a missão de leva-lo para uma experiência inesquecível.

“O Diogo tem hidrocefalia e algumas limitações. Por exemplo, ele não possui movimentos do joelho para baixo. Apesar disso, ele sempre se mostra muito feliz quando tem a oportunidade de ver e praticar algum esporte. Fiz questão de acompanha-lo na prova e poder vivenciar essa alegria junto com ele, não tem preço. O fato de trazer mais oportunidades como essas para dentro da comunidade, prova o quão importante é o Projeto De Braços Abertos. Queremos ter mais oportunidades como essa”, disse.

Criada em Jacarepaguá, a vencedora da categoria comunidade foi morar no Santa Marta por intermédio de Gílson, seu marido e morador da localidade. Com as corridas de rua no sangue desde 2004, ela conta que o esporte sempre esteve presente como algo importante na sua trajetória.

“Eu sempre pratiquei atividades relacionadas ao esporte.  Desde a minha infância foi algo muito presente na minha vida. A corrida chegou para ficar. Amo correr e incentivar os outros a praticarem uma atividade física. Espero continuar fazendo isso por muito tempo. Essa comunidade tem muito potencial”, concluiu.

Sucesso em 2016, Beatriz Fernandes quer mais vitórias nesta temporada

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Prestes a iniciar mais uma temporada levando cultura, esporte e lazer às comunidades cariocas, o Projeto De Braços Abertos chega ao seu quinto ano para transformar a vida de muitas pessoas. Em 2016, a iniciativa, que teve cinco etapas no total, beneficiou a milhares de pessoas e descobriu novos talentos para a corrida.

Há sete anos militando no meio das corridas, Beatriz Fernandes é um exemplo do potencial do projeto. Acostumada a competir em provas de média distância, ela se curvou aos pedidos de amigos e fez bonito no ano passado, curiosamente seu ano de estreia.

“Minha trajetória no De Braços Abertos começou no ano passado. Eu costumava correr provas com uma distância maior. Não estava muito ligada no projeto, mas, por influência de amigos, resolvi me aventurar e gostei demais. Prova disso é que só fiquei fora de uma etapa”, disse.

Moradora do Vidigal, ela confessa que ter vencido a etapa dentro de sua comunidade foi a realização de um grande objetivo. Além disso, ressaltou que a vitória lhe motivou a alçar voos ainda maiores.

“A felicidade de vencer dentro da minha comunidade é inexplicável. Ver as pessoas que acompanham seu dia a dia comemorando seu sucesso não tem preço. Eu gosto de servir como inspiração para os moradores e vou atrás de novos desafios. Esse ano, vou me transformar em ultramaratonista, não esquecendo o De Braços Abertos”, contou.

Entusiasmada com os resultados obtidos no último ano, Beatriz reafirma a importância do De Braços Abertos para as comunidades do Rio de Janeiro. “O Vidigal é uma comunidade carente de eventos esportivos. Acho que a corrida tem sido fundamental na transformação de várias pessoas. Além das pessoas estarem em dia com a forma física, criam grupos para treinar e chegar bem nas etapas do De Braços Abertos. Essa motivação, com certeza, vai gerar vários bons atletas”.

Não bastasse o reconhecimento de amigos e familiares, Beatriz Fernandes também vem sendo ajudada por meio do programa “Adote um Atleta”, da Mizuno. Com direito a material esportivo e ajuda de assessoria esportiva por um ano, ela quer novas vitórias no DBA para renovar essa parceria vitoriosa.

“O apoio da Mizuno é essencial. Eu amei tudo o que me foi oferecido. Acho fundamental essa ajuda, ainda mais para pessoas que não têm condições de fazer um planejamento certinho visando as competições. Além do material esportivo, tive acesso à assessoria, entre outras coisas. Isso é fantástico e serve de motivação para seguirmos lutando por boas colocações”, finalizou.